Foi-nos pedido que escrevêssemos uma descrição de uma fotografia (também aleatória), que fossemos para além da imagem. Foi esta que me calhou (peço desculpa pelo descuido com a imagem):
A cabeça
pesava-lhe e o pescoço cedia. A vista cansada pedia os óculos que lhe
assentavam na testa. Mas o esforço para ler não se igualava ao de escrever. Não
gostava de palavras forçadas. Os inúmeros livros que o rodeavam continham
histórias, algumas escritas por ele e, agora, escrevia mais uma. A dor da
solidão assolava-o, distraía-o e insistia em não o deixar escrever. Agora, mais
do que nunca, precisava de escrever. O seu próprio último capítulo de vida
estava a ser escrito e a necessidade de que fosse lido era vital.

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