Foi-nos pedido que escrevêssemos uma fábula em poucos minutos. Espero que gostem.
Agarrado ao cobertor, o Pequeno Coelho tentava aquecer as patas à beira do pequeno fogo que ardia na sua toca e, quase deixando queimar o cobertor, esticou as patas na direcção das chamas. A porta abriu-se e o Pai Coelho entrou carregando nas suas fortes patas mais lenha para a fogueira. Entregou alguns paus ao lume, que os devorou com avidez, reclamando com as suas chamas brilhantes por mais. A Mãe Coelho chegou com chá quente, de ervas apanhadas por ela mesma. O Pequeno bebeu e exclamou:
- Está mesmo frio, o chá está morno e nada quente! Que chá é este que nem quente está? - Perguntou rudemente o Pequeno Coelho. Ao qual a Mãe Coelho respondeu:- Foi acabado de sair do lume, minha bola de pêlo castanho. - Mas o Pequeno continuou:- E o lume arde mas não aquece nada, as minhas patas estão geladas, o cobertor parece neve! - Então o Pai Coelho, farto das queixas do filho, irrompeu:- Se estás com tanto frio precisas de te aquecer... - Serenamente pegou no filho, que deixou cair o cobertor e o chá no chão da toca. Sem dizer uma palavra abriu a porta de casa e pouso o Pequeno Coelho na rua, e então disse:- Ficas aí um bocadinho que eu vou aquecer a casa ao gosto do meu Pequeno. - O frio entrava pelo seu casaco de peles castanho trazido pelo vento forte da noite de Inverno. Nevava lá fora e as suas patas tocaram na neve, sentindo de imediato o chão gelado. Não se mexeu durante minutos. Os dentes começaram a bater e todo o seu corpo tremia quando o Pai Coelho lhe abriu a porta. A toca estava a escaldar quando as suas orelhas regeladas entraram.

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